Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Invasão de Privacidada?

Esta é uma questão que considero, e sempre considerei, muito sensível: até que ponto podemos invadir a vida alheia? O que é invasão de privacidade? Temos o direito de fazer perguntas? E se as pessoas não quiserem partilhar, devemos insistir? Até que ponto? Especialmente em relação à vida daqueles que estão mais próximos, devemos tentar ajudar? É difícil saber até onde podemos ir… Se perguntamos é porque perguntamos, senão perguntamos é porque não perguntamos!

 
Se fazemos perguntas simples do género: Como estás? Como te sentes? – mas querendo mesmo saber a resposta, pode ser interpretado como indiscrição e invasão do espaço do outro… mas então, como é que partilhamos coisas? Como é que é suposto ajudar, mimar, crescer juntos?
 
Se respeitamos esse espaço, num momento mais delicado em que vemos que as pessoas não estão bem - mantemo-nos sempre por perto sem fazer perguntas -, é certo e sabido que vamos levar com observações “cobradoras” do tipo: se calhar podias ter feito mais.  – Que injustos são esses comentários e que mal fazem às relações…Se pensássemos antes de abrirmos a boca muitas situações se evitariam…
 
Porque é que não somos espontâneos e naturais? Porque é que usamos máscaras de durões se estamos frágeis? Porque não admitimos que precisamos de ajuda e pedimo-la? Por orgulho? Por medo de não sermos aceites? Damm it! Somos realmente difíceis, complexos, casmurros, chatos... e infelizes!
Lá ‘tá, complicamos o que não é complicado…!
Deve ser muito difícil ser Deus/a!!!
 
 
sinto-me: Com pena de Deus!
música: The Story - Brandi Carlile
publicado por esferafeminina às 19:42

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14 comentários:
De zelite a 4 de Agosto de 2008 às 21:50
Olá Vera,
este é um tema algo melindroso, porque mexe muito com a forma como cada um de nós interage com os outros. Pessoalmente não gosto de me intrometer na vida de ninguém e se calhar por isso alguns dos que me são próximo pedem-me auxilio sem qualquer tipo de inibições. E o que é dito ou sentido fica entre nós. Mas apesar da confiança que possa existir, há sempre uma ou outra pessoa que não gosta de se expor e mostrar as suas fragilidades perante os outros, se calhar por medo de sentir que tem os mais básicos sentimentos de qualquer ser humano. E nesse caso só nos resta respeitar a sua privacidade e esperar que um dia a máscara desapareça...
De esferafeminina a 5 de Agosto de 2008 às 00:18
Exactamente zenite...
De mena a 5 de Agosto de 2008 às 10:31
Sim Vera,realmente por vezes quando perguntamos "Estás bem?" somos mal interpretados.
Muitas vezes já o fiz e foi pom carinho,até mesmo quando (alguén) estás doente.
Levei por resposta "deixa-me sossegado,deixa-me só" Sinto-me magoada. Mas que fazer é o feitio das pessoas...nem todas gostam de ser paparicadas,eu como gosto de ser meiga e dar mimos ,julgo que todos somos assim...só que existe ainda mta gente por ai "durona-maxista" que ñ gosta dessas mariquices.
Lamento,mas como tu dizes e bem ...temos que deixar,é a privacidade de cada um.
Eu tenho um ditado mto antigo, "albarda-se o burro á vontade do dono" e sejamos todos felizes.
Quanto aos meus medos,Vera...esses sao dificeis de me deixarem,mas tb com a minha vida tenho de lutar até ao resto dos meus dias . Dou força aos outros mas para mim ñ tenho,ridiculo,ñ é? Mas cá vou indo,uns dias ando em cima ,outros lá em baixo.
Falta-me motivação na minha vida pq nada faz sentido.Já nem os meus quadros me animam.
Fica bem e tem paciência para "chatas" como eu.
Mena.
De mena a 5 de Agosto de 2008 às 10:38
Vera,vi só agora o meu horoscopo e deu-me vontade de rir---é o Touro.
De Fatima a 5 de Agosto de 2008 às 18:16
Por Vezes

Por vezes basta tocar a tua mão,
E fazer-te sentir,
Que estou sempre por perto,
Quando as palavras não saiem
Da tua boca,
Com um pedido de ajuda,
E eu tenho que adivinhar,
O que vai na tua mente,
O que te suspende o bater do teu coração,
E não dares graças,
Pelos dias em que caminhas pela vida.
Por vezes com essa atitude,
De não achares que crescemos juntos,
Que tudo se partilha,
Desde que exista também espaço,
Para o crescimento individual,
Consegues despertar em mim,
Uma autentica batalha campal,
Onde em como todas as batalhas,
Apenas existirá, feridos e vencidos.

Por vezes basta tocar a tua mão,
Basta-me sentir-te por perto,
Não necessita mais nada,
Porque muitas vezes as palavras,
Já estão a mais,
Para a confusão que em ti vai,
Ao ponto de esqueceres,
Que sempre ali estive,
Presente, disponível,
Para quando as estações em ti mudassem,
Para quando chegasses à conclusão,
Que não existe necessidade de complicar a vida,
A todos aqueles,
Que mais amas, para Deus/a,
Que não existe necessidade de usar a máscara de um rochedo,
Quando não somos mais do que água,
Em queda livre em uma cascata.

Por vezes basta tocar a tua mão,
Sentir-me aconchegada no colo de Deus,
Saber-te presente,
Saber-me presente em todos os silêncios,
Que pintam mais imagens,
Do que muitas palavras,
Sem quaisquer significados de felicidade.

Fique Bem,
Fátima
De Clara a 6 de Agosto de 2008 às 10:30
E a banda sonora que acompanha o texto também é excelente! Grande música, grande letra!

http://www.youtube.com/watch?v=xq-ZmAYLeB8

Obrigada por ter voltado a este blog que nos abre horizontes!
De Luzinha a 6 de Agosto de 2008 às 12:57
Olá Vera!
Concordo plenamente com o que escreve, deve ser mesmo muito difícil ser Deus! Imagino que chegar ao fim do dia e ouvir tantas lamentações e solicitações...só mesmo Deus!! E tudo porque nós por cá...adoramos complicar o que não é nada complicado. Será só porque queremos a todo custo transmitir uma imagem de sucesso, polivalência, durões que resolvemos tudo... ou haverá mais qualquer perversidade escondida!? lol ) Depois tornamo-nos extremamente rígidos e egoístas com o nosso interior, não deixando que haja naturalidade ou espontaneidade. Fechamos o nosso espírito na masmorra por nós próprios construída! Quanto ao "ajudar" quem está ao nosso lado...perguntando ou não... lá está... é complicado! Mas se Deus nos deu um aparelho fonador e um cérebro mais desenvolvido que os outros seres vivos, convém usar essa tecnologia de ponta de vez em quando e novamente... lá está sejamos naturais e espontâneos , soltando o nosso espírito e ele há-de sentir, como naquela música " sinto-me tão leve que nem posso acreditar: voa voa voa voa" (é qq coisa assim!)
Eu por mim prefiro ser acusada por falar do que por não falar, pelo menos sinto que fiz o que estava ao meu alcance e é isso que gosto que façam comigo tb . Se não gostam...azar! Quem não gosta de mim como sou...paciência, mas tb não é obrigado a ficar por perto! (hoje estou uma verdadeira saltitona!! eheh )
Entretanto... sinto-me livre para apreciar as coisas boas e aprender com as menos boas!
Obrigada a Deus por tudo o que nos dá e coloca ao nosso dispor!
Beijos
De Mena a 13 de Agosto de 2008 às 12:39
Luzinha,acho k enfiei a carapussa(desculpe ñ sei se é assim k se escreve).Valeu a dica.
Fike bem.
De Luzinha a 28 de Agosto de 2008 às 18:14
Olá Mena !
Se por ventura o que eu escrevi lhe foi útil fico feliz!
Beijos e tudo de bom
De Mena a 30 de Agosto de 2008 às 19:39
Olá! Ainda bem que existem "pessoas" como voçês para dar força a "pessoas" como eu. Resto de um bom fim-de-semana.
Beijos.
De eva a 14 de Agosto de 2008 às 09:30
De facto, esta é uma questão complicada, como muitas outras. Mas penso que nessas situações (e dependendo das situações, claro está) o melhor será mesmo mostrar a nossa disponibilidade para ajudar (se realmente o quisermos fazer) e, se não formos bem "recebidos" na altura, aguardar e ficar atento... Se a pessoa em causa precisar mesmo de ajuda e confiar em nós, irá decerto recorrer ao nosso apoio, ou lembrar-se disso mais tarde.

(também já tinha saudades dos seus textos, Vera)
De Sónia a 23 de Agosto de 2008 às 21:44
Ola Vera :)

"You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out"...

Este excerto da letra de uma musica diz muito como eu reajo.
Os que me conhecem bem sabem que esta é a minha maneira de pedir "socorro".
Será que se pode considerar orgulho pedir ajuda com as atitudes e nao verbalizar o proprio pedido?!

Em relação aos meus amigos\familiares, eu respeito mesmo quando me dão um "chega pra lá"... Muitas vezes fico aflita e sinto-me impotente sem conseguir ajudar quem esta a precisar, mas o importante é nunca deixa-los sozinhos. Nós sabemos como estar por perto sem "fazer barulho" ;)

A tolerancia e a paciencia sao os melhores aliados das relaçoes... sejam elas familiares, amizades, ou até mesmo entre casais...

Beijinhos pra todos(as) e... sejam felizes :)

De Anónimo a 29 de Agosto de 2008 às 23:42
Vera, boa noite

Meu nome é Tatiana Vegi e tenho um site feminino de troca de Dicas para o sucesso das Mulheres, a Sintaliga.

Gostaria de convidá-la para participar de uma ação de divulgação que farei em setembro na Sintaliga.

A home da Sintaliga é atualizada mensalmente e no mês de setembro vou fazer uma matéria sobre Blogs Femininos, a idéia é divulgar blogs femininos super legais, como o seu.

Para participar é super simples, basta enviar um e-mail para mim (tatvegi@sintaliga.com.br) com os seguintes dados:
1. Nome do Blog
2. Nome da(s) dona(s) do blog
3. Objetivo/Temas discutidos do blog
4. Foto da(s) dona(s) - opcional
5. Mensagem da dona(s) do blog feminino para as Sintaligadas

A idéia é conseguir divulgar uns 50 blogs femininos, pois tem muita coisa muito boa por aí que as mulheres desconhecem, então vamos ajudar a divulgar certo?

Por favor, avise suas Amigas que tem Blogs Femininos sobre essa ação de divulgação, ok?

Aguardo o seu e-mail.

Qualquer dúvida estou á disposição.

Beijos e Obrigada

Tat Vegi
sintaliga@sintaliga.com.br
www.sintaliga.com.br/dicas-para-mulheres
De Isabel Santos a 3 de Setembro de 2008 às 17:53
Vou tentar ser Deus!? Quem me dera conseguir! Estou tão baralhada, tão confusa... ás vezes desesperada! Consolo-me a ler o horóscopo, agarro-me ás suas palavras sempre tão optimistas. Esta semana, então! Sou Touro

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Quem sou eu

Desde sempre procurei respostas para as discrepâncias sociais e outras, existentes no mundo. Ainda continuo à procura, apesar de já ter uma vaguíssima ideia do que pode estar por detrás das aparentes desigualdades. Os Deuses não são injustos, o Universo tem uma Ordem que está para além do nosso entendimento. Tudo tem um sentido Maior. Os Deuses esperam-nos.

Acerca de mim

Vera Xavier
Taróloga desde 2002, trabalha como Terapeuta de Desenvolvimento Pessoal, Reiki, Cura Quântica e Leitura da Alma. Ministra cursos de Meditação, Tarot e Reiki Magnificado.

Consultas & Cursos

Consultas de Tarot e Desenvolvimento Pessoal
Terapias de Reiki e Cura Quântica
Cursos de Reiki Magnificado e de Meditação (mensais) Rua Tomás Ribeiro, 45 - 7º, esquina com A. Fontes Pereira de Melo, Lumiar, Lisboa geral@veraxavier.pt Telefones: 931168496 www.veraxavier.com Vera Xavier

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