Domingo, 10 de Abril de 2011
A pequena alma e o Sol (Um conto longo mas absolutamente maravilhoso)
Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou: - Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir. - Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. "Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão".
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus. - O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus -quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.

"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser! - Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma. - Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa. - Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
Lembra-te sempre - Deus aqui tinha sorrido -, não te enviei senão anjos.

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publicado por esferafeminina às 18:49
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
A 1ª Escola de Tarot do País chama-se Ísis... como é evidente.
Júpiter e Úrano, símbolos de poderosas inovações e intuições, juntaram-se no início do ano no signo de Peixes, e foram provavelmente eles quem «empurrou» Vera Xavier para concretizar um velho sonho: criar uma escola de Tarot, a primeira do género em Portugal.
Embora para muitos o Tarot seja apenas um Oráculo de consulta rápida para espreitar o futuro, a verdade é que é muito mais que isso e, sobretudo, é nessa perspectiva diferente que Vera Xavier se propõe criar um espaço onde as pessoas vão aprender o significado, dimensão e magnífico simbolismo das lâminas (cartas). Desengane-se quem pense que há «determinismo» e histórias formatadas, cabendo-nos a nós apenas trilhar o caminho que já está lá. Somos seres livres e em cada momento, cada decisão, cada «sim» e cada «não» construímos o nosso caminho, as cartas apenas mostram a forma como as coisas se encaminharão se continuarmos a pensar e agir da maneira como temos vindo a fazer até aqui.

«O Tarot tem sido até agora muito maltratado, muito incompreendido e muito pouco estudado, mas a verdade é que o pai da Psicanálise – Carl Jung – escreveu um tratado sobre os Arquétipos do Tarot, o que veio demonstrar e comprovar a sua grandeza e importância, em particular, como ferramenta de auto-conhecimento», explica a taróloga, cuja presença e experiência se tornou companhia e apoio para muitos milhares no portal Sapo, na TVI e noutros órgãos de comunicação.

«O grande trabalho do Tarot não é prever o futuro mas, sim, fazer com que mudemos as nossas atitudes, vençamos os nossos bloqueios, libertemos os nossos potenciais escondidos (ou ignorados), e assim renovados (ou renascidos) dirigirmo-nos para o futuro que desejamos alcançar», sublinha.

Como funciona o Tarot? As cartas que tiramos «aleatoriamente» agem como uma ponte entre o inconsciente e o consciente, permitindo que a realidade subjectiva do inconsciente se projecte como uma realidade objectiva nos Arcanos. As lâminas do Tarot exteriorizam toda a simbologia contida no nosso inconsciente para que os nossos olhos (cegos pela mente racional) acedam àquilo que temos internamente mas de forma latente, permitindo assim ligar-nos à enorme Sabedoria que reside no nosso âmago e nos Planos Superiores. Os símbolos contidos nas cartas estão intimamente ligados aos que se encontram no Plano do Mental Superior, o mundo das Ideias, dos Arquétipos de que fala Jung.
«É uma ferramenta para o nosso auto conhecimento e crescimento pessoal», sublinha Vera Xavier.

Assim, o Tarot pode ajudar-nos a tomar decisões que, pelo facto de estarmos envolvidos nas situações, muitas vezes não temos discernimento para tomar por falta de distanciamento.

A escola, surge assim como uma ferramenta para todos os que querem aprender a chegar a si próprios através de um simbolismo e sabedorias antigos, que têm neles impregnados os dados sobre a própria natureza humana, no sentido espiritual, psicológico e material. O que traz de novo é ser uma escola, não um curso avulso. É um projecto com consistência e estrutura e que vai acontecer em Lisboa e no Porto.

A escola está aberta a todos aqueles que não tenham quaisquer conhecimentos de Tarot ou para quem queira aprofundar os conhecimentos já adquiridos, durante 5 meses e a um ritmo de 1h30 por semana, propondo uma profunda e mística viagem pelos 22 Arcanos Maiores e os 56 Arcanos Menores, pelos seus significados, mensagens e desafios. Nas aulas práticas dá-se a conhecer vários lançamentos, do mais simples ao mais complexo:
• Cruz Rápida • Cruz Céltica • A Roda Astrológica • Jogo dos Relacionamentos • O Significador • A Árvore da Vida

Em Lisboa o próximo curso será semanal, Quartas-feiras das 19h às 20h30 e terá a duração de 5 meses. Inicio em Janeiro.

No Porto o curso será mensal, aos Sábados – um Sábado por mês – das 10h às 18h, durante 5 meses. Inicio em Fevereiro.

Em Lisboa estão em desenvolvimento novos horários, nomeadamente, à hora de almoço, provavelmente já em finais de Fevereiro.

Quaisquer outras informações, por favor, contacte:
Telem: 931 168 496
Email: veraxavier@veraxavier.com

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publicado por esferafeminina às 16:51
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Um Natal sentido e com sentido

 

Natal!
Jesus nasceu!
E o homem esqueceu!
O homem vive a aturdir-se
Ele já não pode ouvir!
O homem só quer ganhar
Ele já nem se lembra de partilhar!
O homem quer intensamente viver
Ele já não pode ver!
O homem não consegue falar
O medo fá-lo gaguejar!
 
Natal!
Jesus nasceu!
Mas o homem não compreendeu!
Jesus falou:
Homem,
Abre o teu coração
E fica à espreita, com atenção.
Vim sob a forma de mendigo
E preciso urgente de ser reconhecido.
Homem,
Abra o teu ouvido
Ouve o clamor do povo sentido
Que grita a fome
Que mata e consome!
Homem,
Abre a tua inteligência
Deixa que fale a tua consciência.
Eu sou a Justiça, a Verdade, o Amor,
Misturo-me em tudo, na alegria e na dor.
Eu Sou aquele jovem incompreendido
Que no vício, procura à vida dar sentido.
E Sou a criança em formação
Que tantas vezes se perde na escuridão.
Homem,
Eu estou em tudo
Não me pises, deixe-me brotar e ti
É Natal, eu nasci!
Vim, porque quero ajudar!
Hoje é dia de amor
Pensa homem, no teu grande valor
Abre os teus olhos,
Abre os teus sentidos
E estarás como eu o quero…
Comigo!
Juntos de mãos dadas pela vida,
Quantas coisas bonitas a serem erguidas
Coisas que só o amor consegue construir
Quando o manto do egoísmo, deixares cair!
Natal,
Jesus nasceu
E o novo homem recebeu-O!
 
(Carmen Vervloet)
 
Lembre-se que esta é a festa do nascimento de um dos mais belos e sábios seres que passou pela Terra. Não é a festa do… Pai Natal!
 

sinto-me: Tão natalicia!

publicado por esferafeminina às 15:14
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Facebook

Olá outra vez,

temos mais um outro canal para comunicar.

Este é o link para o Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?ref=profile&id=1624543662

 

Viram como estou sossegadinha?  É mais forte do que eu.

Até já


sinto-me: Pertinho de si!

publicado por esferafeminina às 13:44
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Em repouso

Pois é, os últimos meses têm sido de grande aprendizado, nada fácil, de facto.

Como disse um querido participante deste nosso espaço, à medida que vamos crescendo e tornando-nos mais plenos, os adversários e as armadilhas apertam o cerco.

 

Agradeço aos Deuses cada experiência, mesmo as mais dolorosas, e porquê? Porque não mudaram as minhas crenças, não mudaram o meu ânimo, não mudaram os meus valores. Penando bem até mudaram, ficaram mais fortes!

 

Como sempre houve guerra entre o meu ego e a minha Consciência que, como sempre, me alertava que talvez não fosse por ali o caminho, que talvez aquilo ou o outro não fosse tão construtivo como eu imaginava/idealizava, mas só se pode viver acreditando.

 

A vida é feita de enganos e desenganos, de vitórias e derrotas e olhando para trás o meu ego dizia-me, nestes últimos meses, que tinha tidos algumas derrotas, mas agora sei, que não é verdade. Foram provas, simplesmente isso. Não tenho a certeza de ter passado em todas, mas o que importa isso? Importa que fiz o meu melhor, importa como me sinto agora, mais serena, mais madura e com a mesma Fé inabalável no futuro.

 

Os mais atentos já devem ter visto que mudei de espaço, não é ainda o “meu”, mas é muito agradável e fui recebida de braços abertos, literalmente, que foi como um bálsamo divino. E outras mudanças virão. Tinha vários planos que afinal ainda não se vão materializar… já. Sinto um misto de pena e claro, de urgência, ou não fosse eu virginiana com Urano e… Plutão na casa I. É verdade, o meu Plutão tem me dado algumas dores de cabeça, mas tudo passa. A Roda da Vida não pára. Como diz o mestre: Nada é permanente a não ser a mudança.

 

Este é um período de calma, de retemperar forças, coisa que raramente deixei acontecer por causa da tal “pressa” de fazer coisas que sempre me moveu. Raramente me dei o direito de parar. Mas agora vou curtir este momento de retiro e introspecção e é um pouco por isso, que não tenho estado tão presente. Perdoem-me.

 

Por falar em introspecção e em retiro, contrariando o que acabei de dizer, em Janeiro vou organizar um retiro, talvez em Nelas. Surgiu um hotel muito bonito e com floresta à volta, ideal para caminhada silenciosas e introspectivas, não é fantástico?

 

Vai ser um retiro de silêncio sobre o tema “Sentir” e vou tentar que os preços sejam o mais acessíveis possível.

 

O desafio em encontramo-nos, é sentirmo-nos, é redefinir valores e objectivos. O que vos parece? Pronto, já estou em modo “acção” outra vez. Mas introspecção é uma coisa, vazia de ideias é outra, verdade?

 

Volto já.

 

PS: Obrigada Luzinha, obrigada C!rano, obrigada Fátima, Obrigada Voz do Vento, obrigada Ana, Obrigada Luísa(s), obrigada minha Maria, obrigada Paulo, obrigada queridos alunos, obrigada queridos amigos. OGRIGADA A TODOS.


sinto-me: sossegada

publicado por esferafeminina às 13:21
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Domingo, 6 de Setembro de 2009
Um episódio da minha vida sem grande importância

 

 Na passada 3ª feira vi o jornal Metro num café, onde parei por “acaso” e fui dar uma vista de olhos. Quando cheguei à página do horóscopo, eis que me deparei com uma foto e uns textos bem diferentes dos habituais, que por caso eram meus.  
Há uns meses atrás quando soube da compra do Metro pela concorrência, soaram-me sinais de alarme. Quando questionei um responsável do jornal quanto à minha posição, recebi como resposta um: Que disparate! Claro que isso não vai ser mexido. Que sentido tinha haver dois jornais gratuitos com o mesmo horóscopo? – Fiquei descansada porque o argumento era válido.
Na passada semana tive a noção de quanto eu sou ingénua e fácil de convencer – que Deus me mantenha!
A ambição é transversal. Não há nenhuma profissão que não possa ser manchada pela ânsia do poder. Mas nesta profissão onde, suposta e teoricamente, devemos ser melhores e mais espiritualizados, o consciencializar desta dura e triste realidade é para mim algo bem difícil.  
A divisão dos jornais gratuitos era democrática; cada um tinha o seu, mas alguém achou que não, que queria mais, e não hesitou em tirar-me de cena sem sequer ser avisada – parece que é moda -, após quase 3 anos de colaboração e sem quaisquer dividendos. A cobardia e falta de educação são inqualificáveis e como disse uma querida leitora numa carta que me escreveu e que mandou para o Metro, espero que os responsáveis por este acto nunca passem pelo mesmo.
Quando recuperei do choque inicial lembrei-me que este pequeno e mesquinho episódio já se tinha repetido no passado.
Há uns anos atrás fui contactada por um jornal da Figueira da Foz. Um senhor muito simpático disse-me que os jornais da região tinham todos a mesma pessoa a fazer os horóscopos, e portanto, eles queriam diferenciar-se e ter outra profissional. Como gostava muito da minha escrita, surgiu a ideia e o convite. Aceitei de bom agrado e comecei a enviar os textos pontualmente como é meu apanágio. Na 3ª semana fui abrir o jornal que gentilmente me mandavam, quando me deparei na página dos horóscopos com outra pessoa, a mesma pessoa. 
Com o devido respeito pelo jornal em causa, a verdade é que era um jornal regional duma pequena cidade do país! Ora, quem faz isso com um pequeno jornal, com certeza que não teria pruridos em fazer com outras publicações. Bem dito, bem feito.
 
Para mim aquilo foi um alerta, um aviso de que não somos todos iguais e não temos, nem de perto nem de longe, os mesmo valores morais e éticos.
Fiquei surpreendida com a situação, mas fiquei acima de tudo descansada, porque a minha consciência estava tranquila. Não fui eu que errei, não fui eu que fui desleal.
Com este aviso, é evidente que percebi que assim que pudessem, armar-me-iam novamente a armadilha. Eis a nova armadilha.
É pena que, uns quantos de nós queira desbravar este caminho cheio de preconceitos e fazer um bom trabalho, mas que continue a haver pessoas dentro do meio (!) que teimam em manchar a nossa reputação e profissionalismo com atitudes deste tipo, dando razão a quem ainda nos persegue.
Mas há uma coisa que continua igual: a minha consciência. Durmo descansada porque sei que sou, sem falsas modéstias, uma honesta, dedicada e empenhada profissional. Dou o melhor que tenho nos meus textos e consultas. Os meus consultantes sabem-no e são o meu melhor cartão-de-visita.
É lamentável esta situação, mas há ainda outra grande certeza no meio desta canalhice: a justiça divina não falha.
 

sinto-me: Cá fico em paz.
música: Enya - I want tomorrow

publicado por esferafeminina às 22:01
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
O Papagaio

Era uma vez um senhor que foi visitar um amigo de longa data. O senhor amigo tinha um papagaio preso numa bonita gaiola que, ao se sentir acompanhado desatou aos berros, “liberdade, liberdade!” O senhor ficou transtornado com a cena mas por respeito ao amigo, manteve o silêncio. Uns dias mais tarde voltou a casa do amigo e o papagaio voltou a fazer exactamente a mesma coisa, gritou em plenos pulmões, “liberdade, liberdade!!”

O coitado do homem ficou novamente muito perturbado com o desespero do bicho! A angústia e a tristeza do papagaio não saíam da cabeça do bom senhor.
 
Um dia soube que o amigo ia viajar e arranjou maneira de entrar na casa dele à socapa. Lá dentro foi directo à gaiola do papagaio e abriu a porta para finalmente o bichinho sair e desfrutar de sua tão desejada Liberdade!
O papagaio ao ver a porta aberta agarrou-se às grades no fundo da gaiola com um ar aterrorizado e gritou atabalhoadamente: “Liberdade, liberdade…”
 
 
Somos todos muito papagaios… Queremos tanto a liberdade mas quantos de nós a vive quando ela surge? Da mesma maneira que todos queremos amar e ser amados, mas quantos de nós se entrega e vive esse Amor?!
 

sinto-me: Livre!

publicado por esferafeminina às 20:04
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Uma questão de gentileza

Um dia destes fui à praia, e como já vai sendo habitual estava ventoso. No grupo havia só um homem que por sinal eu não conhecia. Na hora de tratar do chapéu-de-sol, a luta travada foi, como devem imaginar, difícil, mas eu persistente lá fui fazendo o meu melhor. O dito “cavalheiro” nem se mexeu donde estava. Tudo bem. Bom, achei que tinha conseguido e deitei-me satisfeita na minha toalha. Claro que veio uma rajada de vento mais forte e o chapéu voou para longe, quase provocando um acidente com o vizinho do lado. A reacção instantânea de todos, ou melhor de todas, foi levantar-se para ajudar, afinal é quase uma reacção instintiva, não é? Não. Todas se levantaram, menos o rapaz.

 

Digo muitas vezes que nada mais me choca, mas é mentira, continuo a surpreender-me com muitas situações e esta falta de gentileza e de educação, arrepiou-me até à alma. Eu, como mulher, ter-me-ia levantado na hora, mas ele ficou impávido e sereno deitado na sua toalhinha! Não me pareceu que fosse rudeza, ou maldade da parte da pessoa, apenas uma indiferença inacreditável do género: “não é nada comigo!” Mas ele estava no grupo!

 

Há uns anos atrás subia eu o Chiado quando uma grávida, que ia a uma distância razoável de mim, escorregou e caiu. UMA GRÁVIDA! Sabem quantas pessoas de aproximaram para ajuda-la?! Nenhuma! Repito: uma mulher grávida.  

 

O que é que se está a passar connosco?! Isto é alheamento? Indiferença? Má educação? Maldade? Porque é que cada vez menos nos preocupamos com os outros? Quando é que começou este processo? Sempre houve gente assim? Sim, é bem verdade, mas seria quase a maioria como é agora? Porque a verdade é que parece que as boas pessoas, as pessoas que se preocupam com os outros – mesmo com os desconhecidos -, são uma parcela muito pequena da nossa sociedade.

 

Dantes segurávamos as portas uns aos outros, agora já não é tanto assim. Dantes dizíamos “bom dia” e as pessoas respondiam e desejavam-nos um bom dia também, agora ostensivamente, ficam caladas. Às vezes repito o cumprimento mais alto, um pouco para testar até onde vai a falta de educação, e as pessoas não retribuem! Ostensivamente! Claro que volto costas e saio, mas acontece muitas vezes, demasiadas vezes.

 

Pergunto, estará a boa educação em vias de extinção? Estará gentileza fora de moda? A bondade está! Mas a gentileza também? É para aí que caminhamos?!

 

Muitas vezes, ouço crianças e adolescentes a falarem com os pais de uma forma absolutamente inacreditável! Acho que nem com os colegas falam assim! Impacientam-se, insultam, agridem… e os pais ficam-se, meio envergonhados, mas ficam-se! Mas nestas relações – pais/filhos - outras questões há intrínsecas.

 

Quero de volta os cuidados uns com os outros! Quero de volta o abrir das portas dos carros e não me interessa que os carros tenham fecho centralizado! Quero de volta os sorrisos a estranhos e os “bons dias” quentes e sentidos! Não vou desistir, não vou ceder à esmagadora maioria, não vou mesmo!

 

“Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando poderá ser tarde demais.” Emerson                                              

 


sinto-me: Casmurra!

publicado por esferafeminina às 03:59
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
A eterna guerra

 

 Apetece-me aquecer este nosso cantinho que anda muito pacato, portanto, vamos falar sobre um assunto melindroso: a guerra dos sexos.
 
A primeira pergunta que coloco é: será que foi sempre assim? Quando começou esta guerra ilógica?
 
Uma salvaguarda, nunca fui feminista mas ainda sou menos machista. Acho que não somos iguais e por isso têm de ser respeitadas as diferenças, mas é claro que em termos sociais/profissionais temos de ter as mesmas oportunidades, regalias e direitos. Se pensarmos bem, as mulheres, pelo facto de trabalharem mais, deveriam ser mais recompensadas… mas isso seria num mundo perfeito.
 
Fui encontrar no Budismo esta guerra, coisa que me deixou espantadíssima! Sempre considerei o Budismo muito equilibrado e pacifico e eis que me deparo com esta triste realidade. Ou seja, no Budismo, em particular no Theravada, as mulheres até podem ser monjas mas, segundo dizem os monges ou pelo menos um núcleo bastante vasto e duro de monges, as mulheres não podem atingir a Iluminação porque têm um corpo… feminino!  As mulheres não podem atingir a Iluminação porque são… mulheres!
 
Veio parar-me às mãos um livro sobre uma senhora inglesa que no início da década de 70 foi sozinha para o Tibete, onde foi recebida e reconhecida, duma encarnação anterior, pelos Lamas do mosteiro que encontrou. Foi aceite, o que já foi uma grande abertura, recebeu os ensinamentos mas só até certo ponto. Alguns anos depois de lá estar foi-lhe vedado o acesso a mais instrução porque… era mulher! Valente, especial e determinada, Tenzin Palmo foi sozinha para uma caverna nos Himalaias a 12.000 pés de altitude! E lá ficou durante 12 anos em condições extremas, até atingir a Iluminação! Desceu e foi reconhecida na sua condição, mas ainda teve e tem muitas resistências da parte de muitos budistas. Ela provou que isso é um grande dogma… uma grande mentira e mas ainda não conseguiu dissuadir os corações dos radicais.
 
Nesta última estadia em Amaravati tive o privilégio de conhecer um das poucas monjas que é Bhikkhuni, ou seja, que é reconhecida como monja. Mas ela foi ordenada e escondeu-se num mosteiro durante anos! Só nesta altura começou a sair e mesmo agora evita falar sobre o assunto para não levar polémicas. Eu perguntei-lhe se, em termos pessoais, era importante para ela ser reconhecida como monja, ao que ela me respondeu sabiamente que não, que isso era uma questão de ego, mas que era importante para as gerações vindouras. Grande resposta.
 
O mosteiro de Amaravati é um dos poucos que é misto, tem monges e monjas, o que já foi considerado uma vitória, mas as monjas não têm os mesmos direitos que os monges, mesmo tendo 10, 20, 30 anos de ordenação…
 
Esta história é-nos familiar, não é? Onde é que nós encontramos este medo irracional dos homens em relação às mulheres? Onde é que foi feito tudo, mas tudo mesmo para aniquilar o poder feminino? Ah! Na igreja católica! Ai esta minha memória! Ainda sinto o cheiro da injustiça e da fogueira!
 
Pois é, que familiaridade esta… será por acaso? Mas seja em que religião for deparamo-nos com esta realidade absurdamente antiga, retrógrada, medrosa, mesquinha e pobre…
 
Acerca deste tema recomendo vivamente a leitura do livro, Madalena, História e Mito, duma senhora académica – sim, porque estou já um pouquinho cansada de livros… canalizados - chamada Helena Barbas que é Professora na Nova. Madalena foi outro exemplo flagrante de difamação, manipulação e escandalosa injustiça.
 
O que se passa com os homens (e com algumas mulheres profundamente machistas)? Quando é que vão entender que só unidos conseguiremos ser equilibrados? Precisamos uns dos outros porque habitamos num planeta dual e como tal, temos que viver e experiênciar as duas polaridades e temos que acima de tudo, encaixar-nos e complementar-nos para sermos mais fortes e perfeitos.  
 
Por mais voltas que dermos, acabamos por perceber que a raiz de tudo é o raio do medo! Já viram? Impressionante.
 
Conseguimos ver, quem está mais atento, que há uma tendência para isto mudar, muito lentaaaamenteeee. O Culta à Deusa/deusas está a voltar devagar mas, acho eu, de forma sólida. Esta energia é fundamental para o nosso planeta, só assim teremos harmonia.
 
Vamos ver senão cairmos no extremo oposto e senão se tornam as mulheres lideres implacáveis… esperemos que as mulheres se mostrem mais maduras e equilibras, porque como qualquer povo, ou qualquer minoria que tenha sido oprimida, tende a haver uma vingança, seja consciente ou não, assim que essa oportunidade surge e nós sabemos que as mulheres conseguem ser terríveis quando querem… vamos ver.
 
 
 
 Venerável Tenzin Palmo www.tenzinpalmo.com


publicado por esferafeminina às 18:33
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Uma ode ao nosso cantinho

 

 

Estava eu a trabalhar, e como sempre já sob stress, quando fui à procura na net de uma música que acho simplesmente uma das mais belas que já ouvi: Amor a Portugal, de Dulce Pontes. Para além da voz de Dulce Pontes ser, digamos, divina, a letra é uma ode lindíssima ao nosso cansado, castigado, adormecido e especial País.
 
Quando ouvi novamente esta… obra de arte, e já trabalhei com esta música quando trabalhava no SCP, onde fiz um filme institucional para a inauguração do novo estádio, que digo sem falsas modéstias, que ficou lindíssimo, não dormi durante duas noites, mas valeu a pena. Não esquecerei nunca os rostos emocionados daqueles que assistiram à sua exibição. Ainda hoje me emociono quando o revejo. Um dia deste coloco-o aqui, afinal fui eu que o fiz.
Mas então, ao rever esta música senti um profundo nacionalismo (re)despertar dentro do meu peito. Já o tinha sentido quando vivi em Moçambique, porque só estando fora do nosso “cantinho” é que conseguimos ama-lo de forma incondicional relativizando os seus problemas.
 
No YouTube ( http://www.youtube.com/watch?v=LGeMmOLjQ5I ) este vídeo é acompanhado por imagens belíssimas do nosso País, o que me fez pensar que, de facto, não damos nenhum valor ao que temos!
Sim, estamos em crise, estamos cheios de dificuldades e desafios, mas será que não podemos parar um pouco para olhar as nossas maravilhas? Quando foi a última vez que visitamos um Monumento? Um Museu? Uma praia mais distante e selvagem? Conhecemos o Norte? O Sul? O meu bem amado Alentejo? Gastamos dinheiro com coisas tão estúpidas, será que não podíamos viajar mais para amarmos mais este “cantinho” tão especial? Porque é especial, sim! E TAO LINDO!
 
Temos problemas? Temos! Temos corrupção? Sim, infelizmente temos. Temos desemprego? Sim, mas vamos valorizar também o bom que temos? Temos que combater o derrotismo, a inércia, a critica vazia! Passamos a vida a atacar o governo, os dirigentes, mas quantos de nós tem uma atitude pró activa na vida pública? Quantos de nós faz alguma coisa até pelo vizinho do lado?! Quantos de nós sorri para a pessoa que chora na rua? Que mendiga atenção…
 
Simplesmente ouçam esta música tão especial e sintam o que eu senti, um profundo Amor pelo nosso Portugal. Não foi à toa que aqui nascemos, lembremo-nos disso!
 
Uma vez perguntei a um padre jesuíta – muito à frente – se achava que a igreja católica estava bem. Ao que ele me respondeu sabiamente: Se a tua Mãe estivesse doente iria abandona-la?!    
Com esta me fico e como eu digo muitas vezes nos meus textos: se cada um fizer a sua parte isto torna-se bem mais fácil, verdade?
 
 
 

sinto-me: Bem "tuga"!
música: Amor a Portugal

publicado por esferafeminina às 01:45
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Quem sou eu
Desde sempre procurei respostas para as discrepâncias sociais e outras, existentes no mundo. Ainda continuo à procura, apesar de já ter uma vaguíssima ideia do que pode estar por detrás das aparentes desigualdades. Os Deuses não são injustos, o Universo tem uma Ordem que está para além do nosso entendimento. Tudo tem um sentido Maior. Os Deuses esperam-nos.
Acerca de mim
Vera Xavier
Taróloga desde 2002, trabalha como Terapeuta de Desenvolvimento Pessoal, Reiki, Cura Quântica e Leitura da Alma. Ministra cursos de Meditação, Tarot e Reiki Magnificado.
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